Sex, 28 de Maio de 2010 10:57
A Secretaria Estadual da Educação publicou a Resolução SE 44, que permite que haja a contratação de professores provisórios sem que tenham participado do processo seletivo do começo do ano. Mais uma vez, fica evidente a falta de planejamento do governo estadual e a precariedade da educação na rede pública do estado.
Vejam a resolução: xxxxxxx"
A Secretaria Estadual da Educação publicou a Resolução SE 44, que permite que haja a contratação de professores provisórios sem que tenham participado do processo seletivo do começo do ano. Mais uma vez, fica evidente a falta de planejamento do governo estadual e a precariedade da educação na rede pública do estado.
Ter, 25 de Maio de 2010 12:35
Secretaria da Educação divulga portaria sobre o ensino do espanhol no estado
A Secretaria da Educação, após tentar burlar a lei e não implantar a Língua Espanhola na rede pública do estado e não conseguir seu intento, continua agindo de modo a boicotar essa implantação. Veja a portaria aqui: Portaria Conjunta Cenp/DRHU
A portaria mantém inúmeros elementos já criticados pela APEESP:
•Tudo é decidido de última hora, de modo que não pode ser feito um planejamento adequado.
•A pesquisa sobre o interesse dos alunos em ter aulas de espanhol foi feita sob medida para desestimular a adesão dos estudantes às aulas.
•Não houve concurso para a contratação de professores.
•Não há uma proposta curricular.
•As aulas serão apenas para o primeiro ano do ensino médio.
•As aulas começarão no meio do ano.
A portaria estabelece que “As unidades escolares deverão formar turmas de alunos cujas aulas irão para o processo de atribuição contendo em média 35 (trinta e cinco) alunos, observando-se o limite mínimo de 25 (vinte e cinco) alunos que constituirá uma turma única.” Como qualquer professor de línguas estrangeiras sabe, o número de alunos por sala de aula é muito maior do que o razoável. Se compararmos ao estipulado para as aulas repassadas à iniciativa privada, que estabelece turmas entre 10 e 20 alunos, fica ainda mais gritante o número estabelecido para a rede pública. Por que essa diferença? Por que o dinheiro público que será pago à iniciativa privada para que trabalhe confortavelmente com turmas pequenas não é usado para melhorar o ensino da rede pública?
A portaria estabelece também que os professores serão os que se inscreveram no processo seletivo para professores provisórios no começo deste ano. Como divulgamos em nosso site, a prova de espanhol foi totalmente inadequada, incapaz de avaliar os conhecimentos na língua espanhola ou didáticos. Seria mais adequado fazer um novo processo seletivo para professores provisórios de espanhol e, ao mesmo tempo, um concurso público.
A Secretaria da Educação, após tentar burlar a lei e não implantar a Língua Espanhola na rede pública do estado e não conseguir seu intento, continua agindo de modo a boicotar essa implantação. Veja a portaria aqui: Portaria Conjunta Cenp/DRHU
A portaria mantém inúmeros elementos já criticados pela APEESP:
•Tudo é decidido de última hora, de modo que não pode ser feito um planejamento adequado.
•A pesquisa sobre o interesse dos alunos em ter aulas de espanhol foi feita sob medida para desestimular a adesão dos estudantes às aulas.
•Não houve concurso para a contratação de professores de espanhol, de modo que só haverá professores provisórios.
•Não há uma proposta curricular.
•As aulas serão apenas para o primeiro ano do ensino médio.
•As aulas começarão no meio do ano.
A portaria estabelece que “As unidades escolares deverão formar turmas de alunos cujas aulas irão para o processo de atribuição contendo em média 35 (trinta e cinco) alunos, observando-se o limite mínimo de 25 (vinte e cinco) alunos que constituirá uma turma única.” Como qualquer professor de línguas estrangeiras sabe, o número de alunos por sala de aula é muito maior do que o razoável. Se compararmos ao estipulado para as aulas repassadas à iniciativa privada, que estabelece turmas entre 10 e 20 alunos, fica ainda mais gritante o número estabelecido para a rede pública. Por que essa diferença? Por que o dinheiro público que será pago à iniciativa privada para que trabalhe confortavelmente com turmas pequenas não é usado para melhorar o ensino da rede pública?
A portaria estabelece também que os professores serão os que se inscreveram no processo seletivo para professores provisórios no começo deste ano. Como divulgamos em nosso site, a prova de espanhol foi totalmente inadequada, incapaz de avaliar os conhecimentos na língua espanhola ou didáticos. Seria mais adequado fazer um novo processo seletivo para professores provisórios de espanhol e, ao mesmo tempo, um concurso público.
Ter, 25 de Maio de 2010 12:07
No último dia 22, a Área de Língua Espanhola e suas Literaturas do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) organizou, juntamente com a APEESP, a I Jornada UFSCar/APEESP de Atualização para Professores de Espanhol.
Os objetivos principais do evento eram, por um lado, fortalecer os vínculos entre o potencial formador da UFSCar na área de Letras/Espanhol e o papel da APEESP enquanto entidade que tanto congrega quanto capacita em formação continuada os professores de espanhol; por outro lado, também se desejava promover o intercâmbio de conhecimentos entre a UFSCar e a APEESP e os professores de espanhol que atuam nas escolas públicas e privadas de Ensino Básico ou nos institutos de ensino de línguas da região de São Carlos.
Do nosso ponto de vista, ambos os objetivos foram plenamente atingidos: primeiramente porque, com este evento, UFSCar e APEESP deram início a uma parceria que promete ser profícua e duradoura, com uma sólida base assentada na colaboração e na cooperação para oferecer, aos professores de espanhol do oeste paulista (assim como aos estudantes de Letras, futuros professores) atividades de atualização e capacitação de qualidade garantida pelo comprometimento dos profissionais selecionados para oferecê-las; depois, porque a participação dos cerca de 60 professores e alunos presentes ao evento nos garante não apenas uma demanda quantitativa por realizações como esta, mas, sobretudo, um interesse qualitativo pelas atividades que trazem para o centro da discussão a realidade do ensino de espanhol no Brasil.
O evento contou com 3 oficinas oferecidas por docentes do Departamento de Letras da UFSCar e de instituições de ensino de São Paulo/Capital:
1. La letra con música entra (Profa. Dra. Rosa Yokota, docente UFSCar; Emily de Carvalho Pinto e Eliane Neves Nohra, graduandas UFSCar)
2. Estudios contrastivos y desarrollo de prácticas (Prof. Dr. Adrián Fanjul, USP; Prof. Ms. Benivaldo Araújo, ESPM)
3. Escritores en el aula de E/LE: la literatura y el diseño de actividades (Profa. Ms. Rosangela Dantas e Profa. Ms. Luiza Martins, Colégio Bandeirantes).
A expectativa agora é que a Jornada UFSCar/APEESP de Atualização para Professores de Espanhol passe a fazer parte do calendário anual de atividades oferecidas pela Área de Língua Espanhola e suas Literaturas do Departamento de Letras (com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFSCar) em conjunto com a APEESP e que continuemos, juntos, nosso trabalho de capacitação de professores da rede oficial e de institutos de línguas, reafirmando nosso compromisso com o ensino de espanhol de qualidade.
Fernanda Dos Santos Castelano Rodrigues
Docente da UFSCar
Gustavo Garcia
Presidente da APEESP
No último dia 22, a Área de Língua Espanhola e suas Literaturas do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) organizou, juntamente com a APEESP, a I Jornada UFSCar/APEESP de Atualização para Professores de Espanhol.
Os objetivos principais do evento eram, por um lado, fortalecer os vínculos entre o potencial formador da UFSCar na área de Letras/Espanhol e o papel da APEESP enquanto entidade que tanto congrega quanto capacita em formação continuada os professores de espanhol; por outro lado, também se desejava promover o intercâmbio de conhecimentos entre a UFSCar e a APEESP e os professores de espanhol que atuam nas escolas públicas e privadas de Ensino Básico ou nos institutos de ensino de línguas da região de São Carlos.
Do nosso ponto de vista, ambos os objetivos foram plenamente atingidos: primeiramente porque, com este evento, UFSCar e APEESP deram início a uma parceria que promete ser profícua e duradoura, com uma sólida base assentada na colaboração e na cooperação para oferecer, aos professores de espanhol do oeste paulista (assim como aos estudantes de Letras, futuros professores) atividades de atualização e capacitação de qualidade garantida pelo comprometimento dos profissionais selecionados para oferecê-las; depois, porque a participação dos cerca de 60 professores e alunos presentes ao evento nos garante não apenas uma demanda quantitativa por realizações como esta, mas, sobretudo, um interesse qualitativo pelas atividades que trazem para o centro da discussão a realidade do ensino de espanhol no Brasil.
O evento contou com 3 oficinas oferecidas por docentes do Departamento de Letras da UFSCar e de instituições de ensino de São Paulo/Capital:
1. La letra con música entra (Profa. Dra. Rosa Yokota, docente UFSCar; Emily de Carvalho Pinto e Eliane Neves Nohra, graduandas UFSCar)
2. Estudios contrastivos y desarrollo de prácticas (Prof. Dr. Adrián Fanjul, USP; Prof. Ms. Benivaldo Araújo, ESPM)
3. Escritores en el aula de E/LE: la literatura y el diseño de actividades (Profa. Ms. Rosangela Dantas e Profa. Ms. Luiza Martins, Colégio Bandeirantes).
A expectativa agora é que a Jornada UFSCar/APEESP de Atualização para Professores de Espanhol passe a fazer parte do calendário anual de atividades oferecidas pela Área de Língua Espanhola e suas Literaturas do Departamento de Letras (com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFSCar) em conjunto com a APEESP e que continuemos, juntos, nosso trabalho de capacitação de professores da rede oficial e de institutos de línguas, reafirmando nosso compromisso com o ensino de espanhol de qualidade.
Fernanda Dos Santos Castelano Rodrigues Gustavo Leme Cezário Garcia
Docente da UFSCar Presidente da APEESP
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Seg, 17 de Maio de 2010 17:18
Ministrante: Profª Drª Kelly Cristiane Henschel Pobbe de Carvalho (UNESP - FCL Assis ) Data e horário: 22 de maio, das 10h às 12h.
Local: Av. Prof. Luciano Gualberto, 403 [FFLCH/USP, prédio de Letras, sala 170], Cidade Universitária, São Paulo/SP.
Sinopse: com a ênfase no enfoque comunicativo, por vezes levado ao extremo, não se insiste muito na conveniência de que os estudantes aprendam a pronúncia do espanhol com a maior perfeição possível. Enquanto a forma de pronunciar deixa de perturbar a compreensão dos enunciados que produz o aluno, cessa o interesse por aproximar sua pronúncia a dos nativos (Poch Olivé, 2005, p. 753). Acrescente-se a isso o fato de que, embora seja consenso, tanto para professores quanto para alunos, o reconhecimento da importância desses aspectos no ensino do espanhol/ LE, a grande maioria de manuais ou carece de referências a este conteúdo, ou lhe dedica pouca atenção. No entanto, é necessário reconsiderar que o domínio da pronúncia ou competência fonético-fonológica constitui um dos aspectos da competência comunicativa global, como assinala Canale (1995, apud Poch Olivé, 2005: 753) e, portanto, deve ser abordada, no marco do enfoque comunicativo, como um dos componentes da expressão oral, assim como o são a fluência, a competência discursiva, a correção gramatical e o uso do vocabulário (Pinilla Gómez, 2005:895). O objetivo deste mini-curso é refletir sobre esses aspectos, relacionados ao ensino da pronúncia do espanhol a luso-falantes, no intuito de ressaltar a necessidade de dedicar-lhe maior atenção, em sala de aula.
Faça já a sua pré-inscrição: basta enviar uma mensagem para
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, informando seu nome completo, se já é sócio ou se pretende associar-se. Para os sócios EM DIA o minicurso será GRATUITO, assim como também serão gratuitos os demais minicursos programados para este ano. Para não sócios, custará o mesmo valor da anuidade (professores: R$50,00 / estudantes de Letras: R$15,00). O pagamento poderá ser feito no dia do minicurso (favor levar a quantia exata) ou antecipadamente, mediante depósito no Banco do Brasil, ag. 3326-X, c/c 70.270-6.
Contamos com a participação de vocês.
APEESP/ Secretaria
Seg, 10 de Maio de 2010 10:40
Finalmente, Paulo Renato de Souza diz alguma coisa sobre o espanhol nas escolas
Como a APEESP já difundiu, um dos desdobramentos da audiência pública que promovemos em março na Assembléia Legislativa foi que o deputado Roberto Felício (PT) enviasse um pedido de informação ao Secretário da Educação, Paulo Renato de Souza, com várias perguntas relativas à situação da língua espanhola no estado. Pela primeira vez desde que começaram os muitos problemas relacionados à (não) implantação do espanhol nas escolas, o secretário diz alguma coisa. O sistemático silêncio e indiferença diante de inúmeros pedidos de audiência por parte da APEESP e dos departamentos das universidades públicas do estado teve que ser quebrado diante do pedido de um deputado. Mesmo assim, o secretário não respondeu algumas das perguntas feitas e, para outras, foi pouco além da informação que fornecem os funcionários de menor hierarquia que costumam nos receber para dizer que nada do que interessa está sob a alçada deles. Destacamos dois aspectos da resposta de Paulo Renato de Souza. O primeiro é que uma das perguntas foi diretamente ignorada, a que indagava se foi elaborada a proposta curricular. Sabemos, por termos acompanhado o processo desde o início, que a proposta que em 2007 elaboraram duas professoras da USP e uma assessora da Consejería de Educación da Embaixada da Espanha foi simplesmente arquivada. Naquele momento, a aposta do governo de São Paulo foi não incluir o espanhol como disciplina. Somente mudou de ideia no começo deste ano por pressão do MEC e das entidades docentes, por isso não tem proposta curricular elaborada, e a implementação está sendo feita aos trancos e barrancos, para o segundo semestre e sem professores concursados. A resposta escrita de Paulo Renato de Souza, sem responder essa pergunta e admitindo que, já no ano da obrigatoriedade, ainda não se sabe quando haverá concurso é a confissão pública da tentativa inicial de burlar a lei 11.161.
O “Oye” começa a sair das trevas
O fragmento final da resposta escrita de Paulo Renato de Souza é sobre o projeto “Oye”. Tratado como verdadeiro secreto de estado por seus subordinados, o OYE, depois de ser repudiado em 2006 por todos os setores do sistema educativo e universitário, funcionava de maneira quase clandestina. Entendemos que a certificação é dado pela Universidade de Brasília, mas esta não o anuncia no seu sítio, como se fosse uma missão secreta. Foi a partir do portal Universia (braço cultural do Banco de Santander) que soubemos da sua continuidade nessa universidade. O escrito do secretário Souza dá algumas informações, as primeiras que a SEE assume publicamente, e que evadem o mais controverso dentro das questões formuladas pelo deputado. As perguntas eram: a) Quais os objetivos e a natureza deste curso? b) Quantos professores concluíram este curso? c) Quanto o Governo do Estado investiu neste programa de formação de professores? Na resposta, o secretário evade a primeira parte da pergunta (a), sobre os objetivos do curso, pelo qual não fica claro para que foi implementado. A omissão é relevante porque inicialmente o OYE tinha sido difundido como habilitante, sendo esse um dos principais motivos de rejeição por parte da comunidade educativa. Sobre a natureza, informa que houve um curso de extensão destinado a professores da rede de qualquer disciplina, e uma modalidade de especialização restringida a professores de língua portuguesa e língua inglesa. Concluíram a modalidade de extensão 1.532 docentes e a de especialização 185. Também esclarece que não teve ônus para o estado. Restaria saber, já que houve uma especialização, qual foi a universidade que outorgou esse certificado, já que somente uma universidade pode fazê-lo. Se foi a de Brasília, caberia indagar qual de seus conselhos centrais aprovou a proposta, com participação de quais professores da casa. Uma proposta de curso de especialização, em qualquer universidade, inclui detalhamento de disciplinas, ementas, corpo docente, etc. Se o que foi implementado foi o AVE, é claro que está completamente fora desse formato. A APEESP continuará averiguando e insistindo na necessidade de uma reunião com os máximos responsáveis pela Secretaria.
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